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Por: Jeison . em 08/27/2019

Esqueça os antigos formatos de Campanhas de Moda

Você que é marketing de uma empresa de moda, produtor de campanhas, fotógrafo ou está envolvido em alguma dessas áreas já percebeu que uma campanha tradicional de moda já não funciona mais.

Passar 6 meses com 12 fotos conceitos e um catálogo impresso parece loucura nos dias de hoje e - na verdade, é.

Por isso eu vou falar um pouco com vocês sobre como planejar as suas campanhas para ter o melhor resultado.

O modelo "tradicional" de uma campanha de moda

Há não muito tempo, o básico de um planejamento de marketing de moda era: uma campanha principal com 12 fotos, fotos de look book bem comerciais, 1 fashion film e 1 catálogo impresso.

Isso para 6 meses de campanha em outdoor, revista e, talvez, alguma coisa para o digital.

Mas se pensarmos que é quase impossível uma marca sobreviver hoje com apenas uma coleção semestral, não há motivos para manter o planejamento de campanhas da mesma forma.

Com o surgimento do Twitter, Facebook e Instagram, as informações começaram a circular muito mais rápido. Com isso as marcas tiverem que correr para estar presente na vida das pessoas também no meio online, não só na televisão ou outras mídias tradicionais.

Novas influências de moda

Nesse novo mercado todo mundo se tornou um influenciador. Já percebeu isso?

Sua prima postou uma foto com uma jaqueta que você achou legal. Você pergunta da onde é, e em poucos minutos você pode ter sido impactadx diretamente e comprado a jaqueta. Isso muitas vezes sem nem sair de casa.

E para cada influenciador uma mídia. Muitos gostam do Instagram, outros ainda do Facebook, YouTube, Twitter (dando a volta por cima), e até o TikTok, para quem está mais antenado.

E as marcas, de olho nessa influencia one to one, ou seja, uma influencia direta, se viram forçadas a estar mais presentes e mais “pessoais”. E com isso surge, como eu ouvi da @br00na, a “pejotização das pessoas e a humanização das empresas”, ou seja, marcas falando como pessoas (alô, Netflix) e pessoas planejando suas mídias pessoais como uma empresa (tabelas de melhores horários para postagem, media kit, programação, layout, etc.).

E, com isso, nós que produzimos campanhas, tivemos que correr e repensar a forma dos materiais. Com os catálogos, por exemplo, hoje trabalhamos muito mais digitalmente do que fisicamente (iPad, em sites, e até versões para WhastApp). Com isso a diagramação tem muito efeito, são pelo menos 3 versões de um mesmo material.

As campanhas deixam de ter 12 fotos e passam para pelo menos 24 principais e muitas a mais, que podem ser feitas durante toda a coleção em pequenos editoriais para sustentar postagens diárias em Instagram e Facebook.

O trabalho com influenciadores deve ser ainda mais forte para compartilhar ainda mais conteúdo terceirizado.

E o que esta crescendo ainda mais são os vídeos, que devem estar em formato de televisão (caso sua marca faça); YouTube; feed de mídias sociais como Instagram, Facebook; stories e até mesmo vídeo vertical no caso do TikTok. E que jamais devem passar de 1 minuto, tempo máximo permitido no feed do Instagram. Além de vários pequenos de até 15 segundos para stories e TikTok.

Isso tudo sem esquecer de produzir imagens para campanhas sazonais (dia das mães, dos pais, natal, Black Friday), campanhas no Google, e as tradicionais, como o outdoor por exemplo.

Não há escapatória, mesmo que você trabalhe apenas com atacado, representante ou varejo, a forma de comunicar mudou e só vai sobreviver quem acompanhar.

O investimento é grande, mas necessário e importante.

Espero que possa ter te ajudado um pouco a entender todo esse novo momento que estamos vivendo.

E se você quiser saber ainda mais a fundo sobre como produzir e organizar isso tudo, venha participar dos nossos cursos de Produção Executiva e Direção de Arte de Campanhas de Moda e Marketing de Moda - Experiência de Consumo 4.0 aqui na MB. :)

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